quinta-feira, 30 de junho de 2011

Congresso de jornalismo investigativo restringe cobertura da imprensa



A sexta edição do Congresso de Jornalismo Investigativo, realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), teve início da manhã desta quinta-feira (30/6) com a presença de personalidades internacionais da área, mas o que chamou a atenção foi o descaso da organização do evento com a imprensa. Apesar de ser voltado para estudantes e profissionais da comunicação, jornalistas não tiveram a credencial confirmada ou no máximo ganharam o direito de ficar “na área comum” (corredores), sem ter acesso às palestras.

De acordo com o gerente-executivo da Abraji, Guilherme Alpendre, a imprensa só pode ter acesso ao conteúdo do congresso se pagar a inscrição, que varia de R$ 180 a R$ 400. Independente de trabalhar em algum veículo de comunicação, o dirigente da entidade diz que os jornalistas têm o direito de “ficar na área comum, mas sem acompanhar as palestras porque elas são pagas”.

Além de impedir o trabalho completo dos repórteres que foram cobrir o evento, realizado no Campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi, a organização não credenciou a equipe do Comunique-se, mesmo sendo feita solicitação por e-mail e telefone para que os jornalistas do portal pudessem participar e, em nenhum momento, informou o critério (pagamento) para cobertura.

De acordo com Guilherme Alpendre, gerente-executivo da Abraji, o pagamento se tornou obrigatório a todos os jornalistas para evitar confusão. “Todos os que participam são jornalistas de algum veículo, não teria como fazer esse credenciamento para cobertura", afirmou. No entanto, o site não informa os critérios para cobertura da imprensa.

fonte: http://www.comunique-se.com.br
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